COPA DO MUNDO FEMININA
La Serena quer R$ 100 mi vendendo produtos Adidas, Nike e Puma para empresas e escolas
Criada no ano passado, empresa apoia crescimento em parcerias, promoções e Copa do Mundo feminina
Companhia compra os produtos e assume 100% da cadeia comercial do negócio, operando como B2B.
Com modelo de negócios em que oferece produtos de grandes marcas como Adidas, Nike e Puma a empresas, escolas e universidades, a La Serena projeta faturamento de pelo menos R$ 100 milhões até 2030. A meta se apoia em promoções, parcerias e eventos esportivos, como a Copa do Mundo feminina de futebol em 2027.
O evento será sediado no Brasil e o Ministério do Esporte estima que movimentará R$ 5 bilhões na economia nacional.
Criada pelo empresário e ex-executivo da Nike, Fabio Strutz, La Serena foi aberta no ano passado para preencher uma lacuna no mercado. Strutz afirma ter identificado que as marcas esportivas concentram sua operação no abastecimento ao varejo físico e digital em larga escala. Não há estrutura dedicada ao segmento institucional.
Segundo ele, a companhia ocupa esse espaço. Faz acordo com as fabricantes, compra a produção e revende para clientes corporativos, educacionais e esportivos. A empresa, ao contrário de uma intermediação comissionada de venda, adquire os produtos e assume 100% da cadeia comercial do negócio. Opera como uma plataforma B2B.
A aposta é que o segmento institucional tem interesse em produtos de marcas conhecidas, mas não encontra um canal estruturado para isso. Mas não atua sob demanda. Ela prospecta oportunidades de negócios. No ano passado, fez promoção conjunta entre Adidas e McDonald's para a distribuição de bolas em miniatura da Copa do Mundo masculina deste ano, fabricadas pela marca de material esportivo. A entrega aconteceu em lojas da rede de fast food.
O mercado global de vestuário esportivo coletivo foi estimado em US$ 4,39 bilhões em 2024, com projeção de alcançar US$ 7,33 bilhões até 2032.